Buyu – por Michael Simien

Michael Simien sensei

Michael Simien sensei

Com frequência me perguntam:

“Você ensina autodefesa?”

E sempre sorrio com a pergunta. Sou da opinião que nós, seres humanos, nascemos com os instintos básicos, adequados para nos defender, e equivalentes à nossa idade e tamanho. Por exemplo: Bebê = grita por socorro, Criança = grita por socorro e corre (fuga), Adulto = grita por socorro, corre (fuga) e revida (luta). Também nascemos com a capacidade de aprender observando os movimentos dos outros, que devem estar alinhados com os dos nossos pais e outros membros da nossa tribo (nossa família e amigos, por exemplo).

O primeiro problema que encontramos no mundo moderno é que o aprendizado sobre se defender contra os ataques na realidade não existe. Este aprendizado ou é feito de forma incorreta ou feito a partir de posições em que não se pode atacar uma pessoa com eficácia.

Creio que a causa é que a maioria dos professores da chamada “autodefesa” não sabem como atacar alguém efetivamente, ou não ensinam os alunos que estão fazendo o o papel do atacante como fazê-lo corretamente. Instrutores e estudantes, atenção, vocês não podem aprender como sobreviver a um encontro perigoso praticando com um atacante que não sabe sequer como atacar de verdade ou de maneira realista

No entanto, a solução para isso é simples: aprenda a atacar ou convidae um instrutor de outro dojo (até mesmo de um outro estilo) que tenha a experiência necessária para lhe ensinar. Atacar e defender faz parte de todas as artes de guerra. É uma regra fundamental da lógica marcial de sobrevivência aprender o uso adequado de estratégias de ataque e de defesa. Faça desta regra parte do seu dojo se você se preocupa com seus alunos e consigo mesmo.

Você reage da maneira que treina.

Bufu Ikkan,

Michael Simien
Tradutor: Daniel Pires Shidoshi

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